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Psicologia
Depressão em grávida que suspende o tratamento
Nos pacientes que fazem tratamento de depressão, quando suspendem abruptamente a medicação podem surgir efeitos colaterais. Mas qual seria o risco de recorrência da depressão maior em mulheres que suspendem a medicação durante a gestação? O risco de recidiva da depressão grave em mulheres gestantes que continuam, ou interrompem a medicação antidepressiva ainda não está claro. L.S.Cohen e psiquiatras, colaboradores do Massachusetts General Hospital em Boston, identificaram 201 grávidas com uma história de depressão grave, que buscaram cuidados em um de três centros de encaminhamento com especialização no tratamento de doenças psiquiátricas. As mulheres buscaram esses centros por conta própria, ou encaminhadas por outros médicos. Todas elas tinham histórias de depressão grave anterior à gravidez, estavam com pelo menos dezesseis semanas de gestação e haviam recebido
(por pelo menos doze semanas antes da última menstruação); ou estavam recebendo tratamento antidepressivo. O seguimento foi efetivo para 189 (94%) das participantes até o termo da gestação.
Um total de 86 (43%) das mulheres sofreram recidivas do transtorno depressivo maior durante a gestação. As mulheres que mantiveram suas medicações durante o período tiveram uma taxa significativamente menor de recidiva do que aquelas que interromperam os remédios (26% versus 68%; número necessário para tratar = 2; IC de 95%: 1,8 - 4). Metade das mulheres que tiveram recidivas as sofreram no primeiro trimestre. O maior risco de recidiva ocorreu entre as mulheres com uma duração da depressão maior do que cinco anos, ou uma história de mais do que 4 recorrências de episódios depressivos. Aproximadamente 50% das mulheres que fazem uso de medicação antidepressiva sofreram uma recidiva do transtorno de depressivo maior durante
a gestação. O risco é mais alto para aquelas que suspendem a medicação (68% de taxa de recidiva).
É provável que a amostra desse estudo consista de pacientes com problemas cuja gravidade é maior do que aquela encontrada na prática rotineira, de maneira que os resultados podem não ser passíveis de generalização para outros contextos.
Fonte: JAMA 2006;295:499-07

 

 

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