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Psicologia
Violência Doméstica não faça entrevista
A maior dificuldade de fazer estatísticas de violência por parceiro íntimo em serviços de saúde, é o fato que tem-se a certeza que essas informações são limitadas a respeito da acurácia, aceitabilidade e grau de perfeição dos diferentes métodos e instrumentos de avaliação.
H..L.MacMillan e colaboradores, psiquiatras da Universidade McMaster, Canadá, pesquisaram a violência doméstica durante 1 ano, no atendimento
de 2602 mulheres, de 18 a 64 anos atendidas no departamento de emergência, unidades de atendimento à família e clínicas de saúde da
mulher em Ontário, no Canadá. Das pacientes elegíveis, 141 (5%) recusaram-se a participar do estudo. As pacientes foram por dia de atendimento clínico ou agrupadas em uma das três técnicas de avaliação: entrevista frente-a-frente, com um profissional de saúde (médico ou enfermeira),
questionário de auto-preenchimento escrito, e questionário de auto-preenchimento em computador. Dois instrumentos de rastreamento:
- Rastreio de Violência pelo Parceiro (Partner Violence Screen ? PVS); e a Ferramenta de Rastreamento de Abuso de Mulheres (Woman Abuse Screening Tool ? WAST); ? foram aplicados e os resultados obtidos comparados com a Escala Composta de Abuso (Composite Abuse Scale ? CAS), como critério padronizado. Os desfechos principais analisados foram a prevalência, a extensão de dados perdidos e a preferência da paciente participante. Concordância entre os instrumentos de rastreamento e a CAS foi avaliada.
A prevalência de violência por parceiro íntimo no período de um ano variou entre 4,1% e 17,7%, dependendo do método de rastreamento,
instrumento e serviço de saúde. Embora não houvesse efeitos principais estatisticamente significativos sobre a prevalência quanto ao método ou instrumento de rastreamento, foi detectada uma interação significante entre o método e o instrumento utilizados: a prevalência foi menor no WAST escrito, comparado a outras combinações. A estratégia frente-a-frente, teve a menor preferência dos participantes. O formato
WAST, escrito apresentaram menor perda de dados que o PVS e outros métodos. PVS e WAST apresentaram sensibilidades semelhantes (49,2% e
47%, respectivamente) e especificidades (93,7% e 95,6%, respectivamente). Os pesquisadores concluíram que, no rastreamento para violência por
parceiro íntimo, pacientes femininas preferem questionários de auto-preenchimento, em detrimento de entrevistas frente-a-frente com
profissional de saúde. Rastreamento baseado em programas de computador não proporcionaram aumento da prevalência, e questionários escritos
apresentaram menor perda de dados.
Fonte: JAMA. 2006 Aug 2;296(5):530-6.

 

 

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