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Psicologia
Choro e cólica no lactente
Chorar é primeira forma de comunicação, é considerado como precursor da fala. Os lactentes com menos de 3 meses, geralmente choram uma média 2 horas/dia; sendo o choro noturno 40% do choro diário. Os especialistas dizem que existem 6 tipos de choro: 1-o choro de fome; 2- de cansaço; 3- de dor; 4- de desconforto; 5- para chamar a atenção; 6- para descarregar as energias; Já ficou comprovado por inúmeros trabalhos que a percepção materna, é um critério fidedigno para o diagnóstico diferencial dos tipos de choro, assinalados. Mesmo as ?mães de 1ª. viagem?, reconhecem pelo menos 3 dos 6 tipos de choro, nos 10 primeiros dias de vida do seu filho: 1-O choro de fome, é um gemido semelhante a um apelo. Procura alguma coisa, fica virando a cabeça. Cessa quando mãe segura no colo; 2-O choro de cansaço é um choro queixoso, em explosões. Costuma ser intercalado com tentativas de chupar o dedo, ou se mexer no berço. Se estiver no colo, o bebê pode se aconchegar ou desviar o olhar;
3-Choro de dor é um grito agudo seguido de um pequeno intervalo, quando o bebê para de respirar, seguido de gritos angustiados, seguido de outro grito agudo. O choro de dor continua quando a mãe pega o bebê no colo; 4-O choro de desconforto é um choro mais suave do que o de dor. Cessa quando o bebê vai ao colo, arrota ou é consolado de alguma outra forma; 5-O choro para chamar atenção é um choro apelativo, falado. O choro para quando mãe pega no colo, e responde bem a uma brincadeira; 6-Choro para descarregar energias ou irritação. Ocorre no final do dia, podendo ser chamado de?manha?; Cólica do Lactente- ?É uma síndrome caracterizada por paroxismos de irritabilidade, agitação e choro, geralmente ao anoitecer durante pelo menos três horas por dia, mais de três dias na semana, por pelo menos três semanas, em crianças saudáveis?.
A presença da cólica do lactente varia conforme o pais de 10% a 30% em todo o mundo. A incidência é maior quando a criança é o primeiro filho. A prevalência aumenta no segundo filho, caso o primeiro tenha sofrido a síndrome. Quanto ao sexo não existe diferença estatisticamente significante.
Prematuros apresentam cólicas do lactente num tempo maior que os nascidos a termo. Crianças nascidas de cesariana apresentam um risco 1,55 vez maior de ter cólicas, quando comparadas às nascidas de parto natural. O risco da cólica no lactente é inversamente proporcional ao grau de escolaridade da mãe. O risco da cólica no lactente é inversamente proporcional à idade do pai. O risco de cólicas no lactente é 1,86 vez maior entre as crianças desmamadas do que naquelas ainda amamentadas. F.Savino e pediatras, da Universidade de Turin, Itália, avaliaram 96 crianças que na idade 31 a 87 dias, tinham cólicas e avaliaram essas mesmas crianças 10 anos após. Verificaram que essas crianças tinham dores abdominais freqüentes (p=0,001).Tinham distúrbios alérgicos como: rinite, conjuntivite, bronquite, asma, eczemas e alergia alimentar (p<0,05). Tinham distúrbios do sono agressividade,
complexo de superioridade com mais freqüência comparados com crianças que não tiveram cólicas (p<0,05). Uma história familiar de distúrbios gastrointestinais, eram maiores naqueles que tiveram cólicas (p<0,05). Concluem os autores que as crianças com essas cólicas, vão ter distúrbios variados quando crescerem.
Fonte: Acta Pediatr Suppl. 2005 Oct;94(449):129-32

 

 

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