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Ortopedia
Cirurgia em coluna lombar
Os pacientes que tem hérnia discal extrusa, espodilolistese (escorregamento de vértebras); tem medo de fazer cirurgia da coluna lombar, quando é indicada, pois existe um medo de ficar na cadeira de rodas, devido a uma provável paralisia. Tudo isso é uma crendice popular, sem nenhuma base científica. Existem casos de acidentes graves, que necessitam de uma cirurgia na coluna. As principais conseqüências e complicações após a cirurgia espinhal são: a Trombose venosa profunda (DVT), e embolia pulmonar (PE) em casos de cirurgia depois de traumatismos na coluna. Essas cirurgias que poderiam causar paralisias. A taxa de incidência varia de 0,5% a 2,5% em pacientes portadores de doença tromboembólica sintomática, e chega a 15% em pacientes portadores de complicações trombóticas assintomáticas nas cirurgias de traumas, mas não houveram paralisias T. Platzel e ortopedistas, colaboradores ligados à Universidade de Viena, fizeram um estudo em que determinaram a incidência de tromboembolia sintomática, após a cirurgia espinhal em pacientes
submetidos à uma profilaxia sistêmica pós-operatória preventiva, e investigaram fatores de risco gerais e específicos, para o desenvolvimento
das alterações vasculares. Os autores examinaram prontuários médicos de 978 pacientes, submetidos à cirurgia espinhal devido a trauma procedimentos realizados na coluna vertebral, incluíram fusão espinhal anterior e/ou posterior, fusão toracoscópica assistida por vídeo e descompressão espinhal. Doença tromboembólica sintomática, foi diagnosticada quando os pacientes apresentaram sinais, ou sintomas clínicos significativos de DVT ou PE. A taxa de incidência de complicações tromboembólicas sintomáticas, foi igual a 2,2% (n = 22). Dezessete pacientes apresentaram sinais clínicos de DVT. Complicações tromboembólicas, foram mais freqüentes em pacientes idosos e entre pacientes masculinos, bem como em pacientes tabagistas e obesos. As complicações tromboembólicas também foram mais freqüentemente diagnosticadas em pacientes submetidos à fusão espinhal anterior, e em indivíduos apresentando déficits motores em extremidades inferiores. Os autores concluíram, que há taxa é relativamente baixa de complicações tromboembólicas, clinicamente significativas após cirurgia espinhal devido ao trauma, nessa Universidade. Não tiveram nenhum caso
de paralisia.
Fonte: Acta Orthop. 2006 Oct;77(5):755-60

 

 

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