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Psicologia
Antidepressivos na gravidez
Toda gravidez, por ser um momento do bem estar emocional, fornece "proteção" às desordens psiquiátricas. Entretanto, é importante considerar o risco da recaída nas mulheres que mantêm ou interrompem o uso de antidepressivos nos tratamentos durante a gravidez. L.S Cohen e colaboradores, psiquiatras da Faculdade de Medicina da Harvard Medical School, de Boston, pesquisaram o risco nas gestantes que interromperam os antidepressivos próximos da concepção em comparação com aquelas que mantiveram o tratamento com estes medicamentos. Um total de 201 gestantes foram analisadas, em 3 centros especializados no tratamento de doenças psiquiátricas durante a gravidez. A amostragem dessas mulheres foi recrutada de dentro das clínicas do hospital. As participantes foram consideradas aptas: (1) tivessem o histórico da depressão antes da gravidez; (2)tivessem menos de 16 semanas de gestação; (3)fossem consideradas clinicamente bem por pelo menos 3 meses antes de seu último período menstrual;(4)tivessem recebido o tratamento de antidepressivos atualmente ou recentemente (< 12 semanas antes do último período menstrual). Das 201 participantes, 13 abortaram, 5 continuaram até o fim da sua gravidez, 12 tiveram o acompanhamento interrompido antes da conclusão da gravidez, e 8 optaram por interromper a participação no estudo. O resultado principal foi o critério da recaída da depressão definido como Structured Clinical Interview for DSM-IV) criteria. Os pesquisadores apontaram que dentre as 201 mulheres da amostra, 86 (43%) tiveram uma recaída mais intensa de depressão durante a gravidez. Dentre as 82 mulheres que mantiveram sua medicação durante toda sua gravidez, 21 (26%) a recaída da depressão foi comparada com as 44 (68%) das 65 mulheres que interromperam a medicação. As mulheres que interromperam a medicação tiveram significantes recaídas depressivas durante a gravidez quando comparadas com as mulheres que mantiveram sua medicação (odds ratio=OR, 5,0; intervalo da confiança de 95%, 2,8-9,1; P<.001). Os pesquisadores concluíram que a gravidez não protege o risco do aumento da recaída da depressão. As mulheres com históricos da depressão que estão equilibradas no contexto de terapia continuam com antidepressivo, e devem estar cientes da associação da recaída do estado depressivo durante a gravidez com a interrupção do antidepressivo.
Fonte: JAMA.2006 Feb.1;295(5):499-507.

 

 

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