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Osteoporose
Revendo a osteoporose
Kenneth Poole reumatologista, e colaborador especialistas em osteoporose, da Universidade de Cambridge da Inglaterra, fizeram uma ampla revisão sobre o tema na última edição do ano da mais prestigiosa revista de medicina inglesa. As fraturas causadas pela osteoporose afetam uma em cada duas mulheres, e um homem em cada cinco depois dos 50 anos de idade, resultando em um custo muito alto para o sistema de saúde dos países. Na Inglaterra custa cerca de 3,5 bilhões de dólares, na Europa inteira 30 bilhões de dólares. Comparando o PIB do Brasil, isso é toda a riqueza produzida no país (e não o dinheiro da saúde); corresponde a 2 bilhões de dólares. A maioria dos pacientes são tratados por clínicos gerais, e muito poucos pacientes são encaminhados a especialistas que podem identificar os pacientes com alto risco de treme fraturas. A osteoporose é a redução da massa óssea e não somente a falta de cálcio, além disso, também a uma alteração na microestrutura de certas partes dos ossos que predispõe a um maior número de fraturas, porque tira a força óssea de resistir a pequenos trauma. Isso ocorre nas vértebras da coluna, no colo do fêmur, no úmero osso de braço e na bacia. Além desse fator, massa óssea que é medido pela densitometria óssea, existe o fator idade. As fraturas osteoporóticas aumentam conforme a idade das pessoas, ficando mais freqüentes após os 65 anos, válidos tanto para homens como mulheres. A osteoporose em si não causa problemas clínicos e não dói, mas as fraturas osteoporóticas desses ossos induzem a alguns problemas. A fratura do fêmur em 30% das pessoas muito idosas, causam uma grande incapacidade física e aumentam a mortalidade, pois essas pessoas ficam mais imobilizadas. As fraturas vertebrais reduzem a altura das pessoas e deformidade na coluna, além de dores crônicas e aumento das dificuldades de vida independente, nas atividades do dia-a-dia. Os fatores genéticos influem no pico da massa óssea que ocorrem na terceira década da vida, e tem influência na estrutura óssea para o resto da vida. O tipo de ossatura larga, com ossos grandes e com uma forma geométrica específica protegem contra fraturas osteoporóticas. Outros fatores são: o tipo de nutrição (deve-se comer proteína animal); e particularmente a ingestão de cálcio e vitamina D, o estado hormonal nas mulheres e principalmente a atividade física. Na origem das fraturas estão outros fatores complexos, perda de equilíbrio e quedas constantes, tipos de medicamentos, doenças associadas, outros distúrbios hormonais principalmente da tiróide, fumar, beber café, cocas, álcool etc... Os autores afirmam que hoje esses fatores adicionais devem ser combatidos individualmente, porque basear a prevenção de fraturas somente na densitometria podem haver falhas, pois essas fraturas podem ocorrer em pessoas com os níveis de massa óssea normais. A Organização Mundial da Saúde tem sugerido que além do fator massa óssea que se leve em conta esses outros fatores de risco adicionais para instituir os tratamentos, hoje com um grande arsenal de medicamentos. Os autores chamam atenção para o fato que fraturas vertebrais osteoporóticas são pouco reconhecidas pelos médicos, e com isso sub-tratadas, dando maiores dificuldades pessoais na velhice. Apesar dos inúmeros tratamentos eficientes estarem a disposição, inclusive em países que fornecem os medicamentos, as pessoas não aderem ao tratamento, fazendo por tempo muito curto. As pessoas mais informadas fazem tratamentos mais longos. O uso de anabolizantes e técnicas cirúrgicas, principalmente na coluna tem dado resultados quando o tratamento tradicional não foi suficiente.
Fonte: BMJ. 2006 Dec. 16;333(7581):1251-6.

 

 

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