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Osteoporose
Raquitismo e osteomalácia
Raquitismo é um distúrbio da mineralização da matriz óssea, em ossos ainda em crescimento.
A osteomalácia também é um defeito de mineralização óssea, mas ocorrem após o término do crescimento. O defeito de mineralização está relacionado as deficiências de cálcio e/ou fósforo, provocadas por inúmeras razões. As causas mais freqüentes são deficiências nutricionais de vitamina D; cálcio; fósforo; doenças gastrointestinais crônicas, particularmente a cirrose biliar primária; nutrição parenteral prolongada; lesões renais; insuficiência renal crônica; e a osteomalácia induzida por drogas como alumínio, barbitúricos, colestiramina, flúor e bisfosfonatos. As manifestações clínicas gerais, independentes da causa da osteomalácia ou do raquitismo, são hipotonia (diminuição da massa muscular); fraqueza muscular, dor óssea generalizada, deformidades de ossos longos, cifose torácica, lordose e fraturas patológicas. Em crianças, observam-se déficit de crescimento e podem ocorrerem alguns sinais característicos como a proeminência da junção costocondral, o chamado "rosário raquítico" e anormalidades cranianas como o amolecimento do calvarium (craniotabes), achatamento dos parietais e bossa frontal. As alterações radiológicas mais freqüentes são vistas em ossos longos. Os achados bioquímicos nas osteomalácias de etiologia mais comuns, incluem valores baixos ou normais de cálcio, fósforo e níveis elevados da fosfatase alcalina, refletindo o aumento da remodelação óssea. Se houver uma suspeita clínica, os achados laboratoriais e radiológicos sugerirem osteomalácia, podem-se realizar uma prova terapêutica administrando-se doses farmacológicas de vitamina D. No entanto, em alguns casos, somente a biópsia óssea e o estudo do tecido ósseo não descalcificado pela histomorfometria poderá confirmar o diagnóstico. A biópsia óssea com histomorfometria encontram no raquitismo, na osteomalácia e suas principais indicação clínicas, particularmente no raquitismo resistente à vitamina D na osteodistrofia renal, no raquitismo secundário as deficiências nutricionais, e o uso de anti-convulsivantes. F.Bandeira e colaboradores, endocrinologistas da Universidade de Pernambuco, afirmam que apesar de se descrever uma falta de vitamina D em idosos no Brasil é muito rara a existência de raquitismo e osteomalácia nas crianças, mesmo adultos devido a presença do sol em todo o país. Várias doenças tem um aumento do risco de causar uma deficiência de vitamina D tais como: doenças cardiovasculares, diabetes mellitus - tipo 1 e 2 e câncer, especialmente do cólon e próstata. Na osteoporose de homens e mulheres, mas osteomalácia e raquitismo é muito mais raro.
Fonte: Arq. Bras.Endocrinol Metabol. 2006 Aug;50(4):640-6

 

 

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