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Reumatismo
Depressão e Artrite
A doença é o grande problema desse século, e que atinge cerca de 6% da população, sendo a segunda maior causa de mortes, constando depois apenas dos acidentes automobilísticos. A depressão é uma doença que atinge aproximadamente 24 milhões de pessoas na América Latina e Caribe, e tem seu início geralmente, entre os 15 e 24 anos de idade. Para cada homem há duas mulheres, que sofrem da doença. Entre 40 e 60% dos casos de suicídio, há relação com a depressão. Os homens depressivos morrem 4 vezes mais nas tentativas de suicídio que mulheres. Mas as pessoas têm receio de assumir a sua depressão, pois apenas 1 em cada 4 deprimidos procura ajuda médica. A depressão é um problema clínico complexo relacionado à circulação dos neurotransmissores cerebrais. A depressão pode ser reativa a algum problema real, mas com o tempo vai se tornando física. Há várias causas, destacando-se: predisposição genética, personalidade, reação a situações difíceis e frustrantes; reação à perda de ente querido; problemas financeiros, profissionais e sociais; reações ao parto; psicoses; abuso de medicamentos; álcool e outras drogas; doenças físicas; traumatismos cranianos; doenças cerebrais etc... Muitos sintomas da vem associados a doença, destacando-se: desânimo, insônia, apatia, falta de vontade, pensamentos pessimistas, obsessivos, falta de concentração e memória, ansiedade, palpitações. Do ponto de vista da Psicanálise, em algumas pessoas, as perdas (entes queridos, emprego, dinheiro, juventude, etc.. ); produzem melancolia em vez de luto; por conseguinte, elas possuem uma disposição patológica. O luto por mais intenso que seja, é uma condição normal da vida, assim não é algo patológico. Não deve ser submetido a um tratamento médico. O luto deve ser superado com o tempo, por mais difícil que isso possa ser. Em relação à melancolia surgem o desânimo profundo, falta de interesse no mundo, perda da capacidade de amar, diminuição da auto-estima e comportamentos de auto-recriminação. A perturbação da auto-estima está ausente no luto. Afora isso, porém, as características são as mesmas. O afeto (libido) que havia sido destinado para o objeto amado, que deixou de existir, deve ser retirado dele e retornar para o próprio sujeito. Para que esse caminho seja possível, cada lembrança que o sujeito possui do seu objeto
amado, deve ser muito investida de afeto, ou seja as pessoas devem falar e se lembrar muito sobre o ente que se foi para que dessa maneira, possa ir ocorrendo o desinvestimento. O que acontece no processo da melancolia é que o sujeito não tem consciência do que foi perdido. O melancólico perdeu um objeto, e junto com ele perdeu parte de seu narcisismo. Ele se sente empobrecido, pois parte do seu ego foi perdida. É exatamente esse fator que determina o rebaixamento da auto-estima, no melancólico, aonde deve atuar a psicologia ou psiquiatra. E.Palkonyai e colaboradores, reumatologistas da Universidade de Budapest, Hungria estudam 118 pacientes com artrite reumatóide inicial, acompanhados durante 3 anos e foram aplicados testes de depressão (Beck Depression Inventory) constatando que a absoluta maioria já tinha um depressão que foi piorando com o agravamento das crises de dor, e com a piora das deformidades comparados a uma população da mesma idade e sexo sem artrite.
Fonte: Clin Rheumatol. 2007 Feb 28

 

 

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