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Educação Física
Obesidade, medicações e exercícios
A Comissão Internacional de Controle de Narcóticos (CICN), divulgou relatório em Fevereiro de 2007, que o Brasil é o país do mundo onde mais se consome moderadores de apetite. Em cada mil habitantes 12,5 pessoas consomem essas drogas, isso é mais que o dobro que os Estados Unidos que em cada mil habitantes, 4,5 pessoas consomem essas substâncias. Os países que vem a seguir são Argentina, Coréia do Sul e Estados Unidos. O relatório recomenda que os governos precisam restringir o acesso a esses medicamentos, e combater a obsessão por emagrecer. Overdoses dos moderadores podem levar a ataques de pânico, agressividade, alucinações, problemas respiratórios, convulsões, coma e até morte. Há diferentes classes de moderadores de apetite. Os mais usados de forma indiscriminada são os que contêm derivados da anfetamina, droga estimulante do sistema nervoso central. Por serem mais baratos, também são os mais consumidos por quem quer perder peso rápido sem ter muito trabalho. Tanto faz se o moderador foi vendido em farmácia de manipulação ou comprado de laboratório tradicional, os efeitos são iguais.
Em teoria, esses tipos de moderadores de apetite são remédios de tarja preta, extremamente controlados e vendidos apenas com receita médica, pois podem causar dependência. Mas na prática a venda desses produtos, é feita na farmácia de modo ilícito. A anfetamina é uma substância psicotrópica que vicia da mesma forma que várias drogas ilícitas, como a cocaína e o ectasy, e pode facilmente causar dependência física e psicológica. Os efeitos dos moderadores de apetite foram estudados em obesos. Quem não está muito acima do peso fica muito mais exposto aos efeitos colaterais da droga, como depressão, ansiedade, insônia, taquicardia, irritabilidade, tonteiras e pressão alta. Além disso, a medicação pode afetar a tireóide, que pode ficar lenta por um período após a suspensão das fórmulas, facilitando o ganho de peso. A pessoa para o tratamento e volta a ganhar peso rapidamente, dando o chamado efeito sanfona. Os modernos medicamentos para perder o apetite são menos perigosos, mas devem ter um controle médico. No uso racional de medicamentos anti-obesidade é importante entender alguns conceitos: 1) O tratamento medicamentoso só se justifica em conjunção com orientação dietética e mudanças de estilo de vida, incluindo a prática de exercícios diária. Os medicamentos somente ajudam a aumentar a aderência dos pacientes a mudanças nutricionais e comportamentais; 2) Os moderadores do apetite no tratamento da obesidade não cura a obesidade quando escontinuado, ocorre o ganho de peso. Como qualquer outro tratamento em Medicina, os medicamentos só funcionam quando são ingeridos, isto é, deve-se esperar sempre, a recuperação do peso perdido quando os medicamentos são suspensos, como regra; 3)Medicações anti-obesidade devem ser utilizadas sob supervisão médica contínua; 4) O tratamento e a escolha medicamentosa é moldada para cada paciente. Os riscos associados ao uso de uma droga devem ser avaliados em relação aos riscos da persistência da obesidade; 5) O tratamento deve ser mantido apenas quando considerado seguro e efetivo;
S.Carroll e colaboradores, professores de educação física da Universidade de Hull, de Yorkshire, na Inglaterra conseguiram resultados idênticos em 3 meses de exercícios diários em mulheres obesas, comparados a mulheres que faziam regimes e mulheres que tomavam medicação.
Fonte: Appl Physiol Nutr Metab. 2007 Feb;32(1):125-142

 

 

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