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Cálcio depois das fraturas ósseas
O cálcio é um importante mineral, que responde por até 2% da massa corpórea de uma pessoa, a sua falta pode provocar a osteoporose, uma doença de todos os ossos, que fica frágil e pequenas batidas provocam fraturas. O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, onde 99% está presente nos ossos. O cálcio deve ser ingerido sempre, pois ele é base fundamental da composição de ossos e dentes. Encontram-se em abundância nos alimentos lácteos e seus derivados. De acordo com o primeiro estudo brasileiro na análise da presença de cálcio na alimentação dos brasileiros por pessoas com mais de 40 anos é três vezes menor que a recomendada. A pesquisa, coordenada pela Universidade Federal de São Paulo com patrocínio da Wyeth Consumer Healthcare, foram feitas em 120 municípios brasileiros, e envolveram 2.420 pessoas. Foi constatado que 85% dos homens e 70% das mulheres que já tinham sofrido fraturas anteriormente, e não estavam ingerindo doses de cálcio suficiente. Depois dos 40 anos existe uma tendência natural de perder o nutriente do organismo. A principal função do cálcio é a construção e manutenção dos ossos e dentes, mas esse mineral também é importante para muitas reações químicas no organismo. Os benefícios do cálcio não ficam apenas nos ossos e dentes. A suplementação diária com o mineral reduzem em até 54% ansiedade, dores, irritabilidade e retenção de água no organismo. Insônia e depressão, sintomas relacionados à menopausa, também foram reduzidos com o uso do mineral. Pesquisas também sugerem que o cálcio ajuda a diminuir os níveis de colesterol. O estudo brasileiro também demonstrou que outros fatores complementam os riscos de fraturas em pessoas com dieta pobre em cálcio. Sobrepeso, falta de atividades físicas além da menopausa, no caso das mulheres, são ingredientes potencializadores. Pessoas que tomam pouco sol e vegetarianas também estão mais propensas a sentirem os efeitos da falta do mineral. O sol ajuda na produção da vitamina D, que por sua vez fixa o cálcio no organismo. Quem tem intolerância a leite e derivados, deve ingerir suplementos vitamínicos com cálcio e vitamina D diariamente durante anos. Outros medicamentos para combater a osteoporose devem ser recomendados pelo médico, em seguida deve se realizar a densitometria. Depois de 40 anos todas as pessoas que tiveram qualquer tipo de fratura devem ser monitorizadas para se pesquisar a osteoporose. H.J.Karp e colaboradores, da Universidade de Helsinki na Finlândia fizeram uma análise em 16 mulheres saudáveis de 20 a 30 anos, durante 24 horas. Observaram que as mulheres ingeriam 250 mg de cálcio que é pouca, comparado a 500 mg de fósforo que é muito. Os autores fizeram várias alterações na dieta para aumentar um e diminuir o outro mineral na alimentação. Observaram que quando aumenta muito o fósforo, o hormônio da paratiróide no sangue que por sua vez piora a osteoporose . Isso ocorre com o aumento da ingestão de carne na dieta diária. O aumento do queijo na dieta trouxe um controle sobre o hormônio da paratiróide e
com isso diminuiu a reabsorção do cálcio do osso, trazendo benefícios para o combate a osteoporose. Além de corrigir a ingestão de cálcio, deve-se cuidar que outros alimentos não agridam o osso. O fósforo também fica alterado atrapalhando
a ação do cálcio nas pessoas que bebem muito regrigerantes da linha das Cocas.
Fonte: Calcif Tissue Int. 2007 Apr 1

 

 

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