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Educação Física
Incontinência urinária em ambos os sexos
A sociedade em geral de todo o universo, convive com a idéia que a população de idosos está aumentando, pois o nível de vida média de
alguns países do mundo está chegando acima de 80 anos. O aumento da expectativa de vida do brasileiro, em 2007 já é em média 71,7 anos. Os médicos e os demais serviços de saúde devem assegurar que o idoso, além de viver muito, viva bem, com saúde e autonomia. Um dos problemas que afligem os idosos de ambos os sexos é a incontinência urinária. Isso significa uma condição na qual a perda involuntária de urina é um problema social ou higiênico, é objetivamente constatada. Equivocadamente, a família considera esse distúrbio como parte natural do envelhecimento. Mas o problema provoca alterações capazes de comprometer o convívio social do idoso, pois traz junto de si a vergonha, a depressão e o isolamento. Deve-se considerar a incontinência urinária como um estado anormal de saúde, devido presença de diabetes, alterações neurológicas, e outras Estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia apontam que cerca de 40% das mulheres desenvolvem a doença, após a menopausa.
O trato urinário inferior apresenta alterações relacionadas ao envelhecimento, que ocorrem mesmo na ausência de doenças. A força de contração da musculatura detrusora (do assoalho pélvico, aonde fica a vagina, o anus) a capacidade e a habilidade de adiar a micção aparentemente diminuem na bexiga do homem e na mulher. Contrações involuntárias da musculatura da bexiga e o volume residual pós-miccional (após ter urinado antes) também aumentam com a idade, em ambos os sexos. Entretanto, a pressão máxima de fechamento do esfíncter da uretral, o comprimento da uretra e as células da musculatura do esfíncter alteram-se predominantemente nas mulheres, que sofrem mais com a incontinência urinária. A hiperplasia prostática benigna está presente em aproximadamente 50% dos homens depois dos 50 anos de idade, em metade dos quais causa obstrução ao fluxo urinário e acarreta alterações significativas do trato urinário inferior, podendo dar o sintoma da incontinência urinária. Em alguns casos, o tratamento exige a instituição de medidas que visam uma mudança de comportamento por parte do idoso para recuperar o controle da bexiga: 1) urinar em intervalos regulares, a cada 2 ou 3 horas, para manter a bexiga relativamente vazia; 2) evitar bebidas irritantes para a bexiga, como café; 3) urinar com o auxílio de compressão manual do abdome inferior e inspiração forçada; 4) existem fisioterapia especializada que ensinam exercícios, para evitar incontinência de urgência; 5) existem medicamentos que ajudam a controlar; 6) nos idosos deprimidos o uso de medicamentos antidepressivos trazem um efetivo alívio; 7) existem técnicas cirúrgicas adequadas para ambos os sexos em casos específicos; 8 ) existem absorventes e roupas íntimas especialmente projetadas para incontinência urinária podem proteger a pele, permitindo que os indivíduos permaneçam secos, confortáveis e socialmente ativos. A. Kikuchi e colaboradores, da Universidade de Tohoku, do Japão estudaram o problema da incontinência urinária em 676 pessoas de ambos sexos com 70 anos ou mais em relação a prática esportiva anterior. Encontraram uma média de 25% de pessoas que se queixavam dessa dificuldade de controlar a urina (34% mulheres e 16% homens). Depois de fazer vários cálculos estatísticos sobre a presença de fatores que pudessem causar esse distúrbio, os autores concluem que as pessoas de ambos os sexos que tiveram um maior índice de atividades físicas e práticas esportivas tem melhores condições de controlar a sua bexiga. Mas os autores afirmam que a amostra de pessoas submetida a esse teste foi pequeno, por isso deve-se procurar ampliar a população estudada.
Fonte: Eur Urol. 2007 Mar 28

 

 

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