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Ortopedia
Trombose Venosa Profunda e cirurgias ortopédicas
As artroplastias, é o nome que se dá para as cirurgias ortopédicas realizadas nos casos de artrose incapacitante especialmente dos membros
inferiores, no quadril e nos joelhos. Essas cirurgias estão sendo realizadas cada vez com maior freqüência, e em pessoas idosos que estão
bem de saúde, que não conseguem se locomover devido as dores e a incapacidade. A grande maioria destas cirurgias são bem sucedidas, os pacientes voltam as suas atividades plenas. Um dos maiores riscos para esses pacientes é a complicação denominada trombose venosa profunda, uma forma de doença tromboembólica.
Trombose venosa profunda (TVP), refere-se à formação de um trombo (coágulo sangüíneo) no interior de uma veia profunda, comumente na coxa
ou panturrilha. Isto pode levar a duas sérias conseqüências: Se o trombo bloquear parcial ou totalmente o fluxo sangüíneo pela veia, começa a haver repressamento e ingurgitação abaixo da oclusão. Edema crônico e dor podem se desenvolver. As valvas nos vasos sangüíneos podem ser danificadas, levando à hipertensão venosa. A capacidade do indivíduo para uma vida plena e ativa pode ser prejudicada. Se o trombo se soltar e deslocar pelas veias, podem alcançar os
pulmões, onde é chamado de Embolia Pulmonar (EP). A Embolia Pulmonar é uma intercorrência potencialmente fatal, podendo levar ao óbito em
questão de horas. Tanto a TVP quanto a EP, podem ser assintomáticas e difíceis de detectar. Por isso, os médicos se esforçam na sua prevenção com a utilização de terapias farmacológicas ou mecânicas. Sem este tratamento preventivo,
algo em torno de 80% dos pacientes submetidos à cirurgia ortopédica desenvolveriam TVP, 10% a 20% desenvolveriam EP. Apesar destas
terapias preventivas, TVP e conseqüente EP permanecem como a causa mais comum de reinternação e morte após artroplastias. Os fatores predisponentes: 1) Estase, ou estagnação do fluxo sangüíneo nas veias; 2) Repouso prolongado acamado ou imobilidade favorece a estase; 3) Lesão às paredes das veias, que pode ocorrer durante a cirurgia; Outros fatores incluem: idade, história progressa de TVP ou EP, metástase malígna, doença venosa (tais como veias varicosas), tabagismo, uso de estrogênio, gravidez, obesidade e fatores genéticos. Prevenção está baseada em uma abordagem tripla planejada para solucionar os problemas de estase e coagulação. Freqüentemente, diversas terapias
são utilizadas de forma combinada. Por exemplo, o paciente pode, na admissão ao hospital, iniciar a utilização de meias elásticas de compressão graduada, aparelho externo de compressão, movimento e reabilitação começam no dia seguinte à cirurgia que são mantidos por diversos meses; terapia anticoagulante pode ser iniciada na noite
anterior à cirurgia e mantida após a alta. CW Colwell e colaboradores, ortopedistas da Universidade de La Jolla, Califórnia, fizeram um estudo de metanálise de vários trabalhos na literatura científica constatando que na artroplastia total do joelho usa-se a heparina de baixo peso molecular como uma forma efetiva e adequada de profilaxia da trombose venosa profunda. Mesmo com essa profilaxia 7,1% dos pacientes desses estudos apresentaram o problema. Além disso, esse tipo de anticoagulante causaram em 2,4% dos pacientes operados um sangramento. O American College of Chest Physicians, que são os cirurgiões de Tórax, recomendam esse tipo de medicamento como o mais adequado. Essa heparina é aplicada no subcutâneo, podendo ser iniciada antes e depois da cirurgia da artroplastia.
Fonte: Clin Orthop Relat Res. 2006 Nov;452:181-5

 

 

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