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Postura
Estrabismo e fumo
O estrabismo é o desvio de um dos olhos, causando um olhar que não fixa objetos à sua frente. Cada um dos olhos aponta para uma direção diferente. Apesar de ser uma doença que acomete aproximadamente 4% das crianças, pode também surgir na vida adulta. O estrabismo pode estar presente durante um período, regredir e tornar a voltar. Está presente em ambientes mais claros, ou quando se necessita de uma visão em profundidade. Algumas crianças inclinam ou giram a cabeça em uma determinada direção, com a finalidade de manter os olhos paralelos. Muitas vezes nesses períodos de intervalo os pais têm a falsa impressão de que o problema foi curado espontaneamente, mas isso não resolve sem o tratamento da causa, feita com um oftalmologista. Os olhos normais focalizam uma imagem nítida sobre a retina, transmitindo ao cérebro. Se ambos estão fixando o mesmo ponto, a área visual do cérebro funde as duas imagens em uma única, tridimensional. Esta ação desenvolve a visão em profundidade e a visão tridimensional nos indivíduos. Quando um dos olhos fica estrábico, duas imagens diferentes são enviadas para o cérebro. Nas crianças com pouca idade, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho desviado, passando a receber somente a imagem do olho não desviado ou de melhor visão. Ou seja, o estrabismo provoca a perda da visão
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tridimensional na criança. O paralelismo dos olhos durante a infância permite o desenvolvimento de uma boa visão em cada olho. O estrabismo na infância, se não for tratado precocemente, pode provocar uma baixa visual ou ambliopia. Que acomete aproximadamente 50% das crianças estrábicas. A ambliopia é tratada com a oclusão do olho de melhor visão com a finalidade de melhorar a visão do olho desviado. Se a ambliopia for detectada nos primeiros anos de vida, o tratamento tem um bom índice de sucesso. Nos tratamentos realizados tardiamente, a ambliopia e a baixa visual poderão ser definitivas. O tratamento do estrabismo visa preservar a visão, manter os
olhos paralelos e recuperar a visão binocular da criança, pode ser um tratamento clínico, ótico ou cirúrgico.
R.A.Stone e colaboradores, oculistas da Scheie Eye Institute, de Filadelfia, USA, estudaram se o fato dos pais fumares influem sobre o fato de seus filhos terem estrabismo. Examinaram 323 pacientes (com idade média 8,7 anos variando de 1 a 20 anos de idade). Metade (162 crianças) dessa amostra tinha estrabismo. Os oculistas fizeram um questionário e exame completo com os pais e as crianças, em relação ao fumo e a alterações oculares. Se ambos ou um dos os pais nunca fumaram a prevalência da miopia era menor nos filhos (12,4% vs. 25,4%; P = 0,004) comparado com os pais que sempre fumaram. Os autores fazem vários outros testes mas afirmam que talvez o fumo, quando a mãe esta grávida pode ser uma hipótese que explicaria o estrabismo.
Fonte: Invest Ophthalmol Vis Sci. 2006 Oct;47(10):4277-87

 

 

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