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Psicologia
Quando mandar o paciente ao nefrologista?
O estado do rim pode ser avaliado por vários parâmetros, clínicos, laboratoriais, radiológicos e biopsia. O exame da creatinina no soro pode ser um bom parâmetro. Vários países fazem estatísticas para verificar se os clínicas gerais,
baseado nesse exame estão encaminhando os pacientes para tratamento mais especializado.
O encaminhamento precoce de pacientes ao nefrologista com nível elevado de creatinina no soro, se traduz em melhores resultados e menores custos tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde. No Canadá, existem várias evidências de atrasos no encaminhamento precoce dos pacientes. Os médicos em Ontário, indicaram que não encaminhariam pacientes com níveis de creatinina de 120 a 150 micro mol/L (que representa uma perda da função renal na filtragem em mais de 50%). Uma menor, mas substancial parcela (27,8%) indicou que os pacientes entre 151 e 300 micro mol/L. A indicação, segundo a maioria dos médicos só seria feita acima de 301 micro mol/L, o que sugere que muitos pacientes com potencial de doença renal grave reversível não são assistidos, até que se tornem irreversíveis. Além disso, diversas análises retrospectivas já são comparadas com os problemas do atraso no atendimento precoce. Os pacientes se queixam mesmo antes da necessidade da diálise com taxas mais elevadas de complicações, freqüentes e longas internações em hospitais, piores valores da taxa homeostática antes da diálise, com pior acesso vascular e sobrevivência quando comparados aos pacientes que recebem atendimento precoce. O problema da falta de atendimento precoce também ocorrem nos EUA, Inglaterra, Escócia, e Brasil onde se tem encontrado evidências dos efeitos na saúde, cujo tópico foi assunto de revisões recentes. O único estudo prospectivo no Brasil, também mostrou uma pior sobrevivência nos pacientes com atendimento um mês antes da indicação da diálise, do que àqueles consultados antes desse período.
Três estudos em perspectiva examinaram intensas intervenções multidisciplinares aplicadas aos pacientes que foram atendidos mais cedo. Estes estudos demonstraram melhores resultados vocacionais, atrasos no início da fase final da doença renal (FFDR), melhores valores para indicadores homeostático, menor uso de dispositivos provisórios para o acesso vascular e menores internações hospitalares. A diálise sem o atendimento precoce é também um problema no Canadá. A incidência relatada de FFDR (que conta somente os pacientes tratados com a terapia renal de substituição, não aqueles que presumidamente morrem por falha renal não tratada) é menor do que nos EUA (104,1 por milhão em 1996 e 262 por milhão em 1995 respectivamente). Alguma desta diferença pode estar relacionada ao não atendimento precoce dos pacientes que puderam se beneficiar do tratamento. O censo dos médicos de família de Ontário e de internistas da comunidade mostraram que alguns pacientes com FFDD, não receberam atendimento precoce num nefrologista e o não atendimento fora influenciado pela idade e pela doença coexistente. Por exemplo, uma pessoa de 85 anos, supostamente saudável com falha renal fora indicada para a diálise somente em 65,9% das respostas no censo. Pior ainda os dados indicando apenas 44,1% nesse atendimento. Finalmente, a maioria dos médicos (62,4%) pensou de que a diálise estava racionada em Ontário na época do censo (1994; não havia nenhum registro de censo), e mesmo mais (90,5%) predisseram que o censo não ocorreria no futuro. Conseqüentemente, ao menos parte do motivo na diferença na incidência relatada de FFDR entre Canadá e os EUA, foram pela falta de atendimento precoce dos pacientes canadenses que poderiam se beneficiar da diálise. As faltas do atendimento precoces para as diálises foram relatadas também na Inglaterra, Escócia e no Brasil. A idade e a comorbidade estão associados com os ambos atendimentos: precoce e não precoce. Em resumo, parece que quanto mais cedo o atendimento, tem-se o potencial conduzir a uma melhora nas doenças de co
Fonte: Kidney Int. 2006 Oct;70(8):1495-502

 

 

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