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Reumatismo
Lúpus Eritematoso sistêmico medicação diferenciada
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, multisistêmica, de causa desconhecida e de natureza auto-imune, caracterizada pela presença de diversos auto-anticorpos. Evolui com manifestações clínicas polimórficas, com períodos de exacerbações e remissões. De etiologia não esclarecida, o desenvolvimento da doença está ligado à predisposição genética e aos fatores ambientais, como luz ultravioleta e alguns medicamentos. LES é uma doença rara, incidindo mais freqüentemente em mulheres jovens, ou seja, na fase reprodutiva, numa proporção de nove a dez mulheres para um homem, e com prevalência variando de 14 a 50/100.000 habitantes, em estudos norte-americanos. A doença pode ocorrer em todas as raças e em todas as partes do mundo. O tratamento medicamentoso deve ser individualizado para cada paciente, dependerá dos órgãos ou sistemas acometidos e da gravidade desses acometimentos. Em pacientes com comprometimento de múltiplos sistemas, o tratamento deverá ser orientado para o mais grave. Quando houver manifestação que não responda a uma droga, pode ser necessário fazer uso concomitante de diversos medicamentos. As manifestações do lúpus eritematoso sistêmico (LES) na maioria dos pacientes, podem ser melhorados com medicações que suprimem o sistema imune. Entretanto existe um subconjunto de pacientes mesmo com as terapêuticas atuais não é possível controlar a doença. R.K.Burt e colaboradores, da Universidade de Northwestern de Chicago, submeteram 50 pacientes refratários aos tratamento atuais a um transplante de medula, mais ciclofosfamida e aplicaram um estimulante de glóbulos brancos chamado granulocyte colony-stimulating factor em inglês. Resultados dos 50 pacientes submetidos a esse drástico tratamento, dois foram a óbito por infeção generalizada antes de completar o tratamento. Dos pacientes restantes submetido ao tratamento a mortalidade foi de 4% (2/50).Com a média de seguimento de 29 meses depois do término variando de 6 meses a 7,5 anos), pode-se constatar uma sobrevida de 5 anos de 84%, e ficaram livre da doença depois de 5 anos, com exames todos normalizados 50% dos pacientes.
Fonte: JAMA. 2006 Feb 1;295(5):527-35

 

 

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