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Psicologia
Envelhecer e Obesidade
No Brasil crescimento da população com mais de 60 anos está aumentando e estudos. Projetam até 2025, o Brasil será a sexta nação com o maior número de idosos em todo o mundo. O envelhecimento acarreta modificações físicas e fisiológicas importantes entre elas a diminuição de determinadas capacidades funcionais, diminuição de massa óssea e muscular e aumento da gordura corporal. O aumento da gordura corporal e o padrão de distribuição de gordura estão relacionados com uma série de doenças crônico degenerativas. A obesidade segundo a Organização Mundial da Saúde é uma epidemia de
proporções mundiais. A proporção de obesos no mundo atinge taxas de 10 à 25% da população européia ocidental, 20 à 25% da população americana e no Brasil já atinge 10% da população. Embora fatores genéticos tenham sido destacados na gênese da obesidade individual, tem se igualmente concluído que o estilo de vida ativo é um aliado fundamental para reduzir o peso corporal. O Índice de Massa Corporal (IMC), que é expresso como massa corporal em quilogramas dividido por estatura em metros ao quadrado, tem sido largamente utilizado em saúde pública como um preditor de sobrepeso e obesidade. É considerado obeso o indivíduo com IMC igual ou superior à 30 kg/m2. A Relação Cintura/Quadril
(RCQ), que é obtido pela divisão da circunferência da cintura pela circunferência do quadril, tem sido utilizada com freqüência como indicador de deposição de gordura na região abdominal (central). O RCQ superior à 0,95 para homens e
0,85 para mulheres pode representar um risco aumentado para a saúde. A atividade física regular é importante na prevenção de diversas doenças e
também auxilia no controle do peso e diminuição da gordura corporal. O processo de envelhecimento causa um declínio gradual da capacidade funcional a partir dos 30 anos aproximadamente, embora o declínio acelerado na capacidade funcional se dá por volta dos 70 anos de idade. Dentre as modificações causadas pelo envelhecimento, surgem o aumento da quantidade de gordura corporal, diminuição da capacidade aeróbia, volume muscular, força, potência, velocidade, coordenação e flexibilidade. Porém o treinamento regular pode diminuir este declínio. Pode-se observar melhorias notáveis e rápidas com o treinamento físico até mesmo os 90 anos de idade. Para um mesmo grupo etário as pessoas fisicamente ativas podem manter para as funções fisiológicas 25% mais elevadas para a mesma faixa etária que uma pessoa sedentária. Mais que o envelhecimento ou impacto causado por doenças crônicas parece ser o de uso das funções fisiológicas que é o fator de maior impacto para os efeitos do envelhecimento. F.Velluzzi e colaboradores, médicos da Universidade da Cagliari, Sardenia, Itália, estudaram 3.946 adolescentes não selecionados (2.011 rapazes, 1,935 meninas; com idades variando de 11-15 anos) constataram que a taxa de prevalência de sobre peso era de 14,9% e de 3,7% de obesidade. O índice de sobrepeso não tinha relação com o sexo, mas estava ligada com maior freqüência com as meninas, mas era um fator de proteção contra a obesidade. O envelhecimento até a faixa etária de 12-14 anos era um fator protetivo contra sobrepeso e obesidade. Esses achados não foram observados em relação a obesidade das meninas ou sobrepeso nos meninos quando considerados separadamente. Meninos, mas não meninas, que moram nas cidades, apresentam um aumento significativo de 20% no risco de terem sobre peso e uma diminuição de 40% no risco de terem obesidade. Os autores afirmam que esses dados são diferentes quando comparada em relação as outras regiões da Itália e da Europa.
Fonte: IEat Weight Disord. 2007 Jun;12(2):44-50

 

 

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