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Psicologia
Daltônico não pode dirigir
O daltonismo é uma doença congênita que provoca a confusão na percepção das cores, principalmente entre o verde e o vermelho. O daltonismo é uma condição transmitida geneticamente de maneira bastante peculiar. Todas as anomalias de verde e vermelho são herdadas num padrão recessivo, o que significa que aparecem quase que exclusivamente em homens. As mulheres são, na maioria das vezes, as portadoras do gene. Elas têm visão para cores normais, mas seus filhos têm 50% de chance de manifestar a anomalia. A freqüência do daltonismo é muito maior entre os homens (5%) do que entre as mulheres (0,25%). No fundo do olho existem fotorreceptores, células chamadas cones e bastonetes, que recebem, transformam e enviam a informação luminosa ao região central da visão prevalecem os cones, que são responsáveis pela percepção de cores e possuem pigmentos visuais distintos para as três cores primárias: vermelho, verde e azul. Os daltônicos apresentam anomalias nos cones, o que os faz perder a capacidade de identificar as cores primárias total ou parcialmente. Existem diversos testes para detectar se uma pessoa é daltônica. A doença é normalmente diagnosticada na infância, quando a criança começa a confundir cores. É importante que isso aconteça o mais cedo possível, para que os professores sejam alertados e o desempenho do aluno não seja afetado. Atualmente não se conhece tratamentos para esse distúrbio; contudo, sendo conhecedora de suas limitações visuais, uma pessoa portadora de daltonismo pode ajustar-se a elas e levar uma vida normal. O daltonismo não é considerado uma doença debilitante, apesar de dificultar algumas atividades diárias e impossibilitar certas escolhas profissionais. Um daltônico nunca poderá ser piloto de avião, engenheiro elétrico, eletricista, maquinista ou trabalhar com navegação marítima porque as cores são essenciais para estas profissões. Talvez, a maior limitação do daltônico seja a proibição para dirigir. Segundo a legislação brasileira de 19/11/98, do Conselho Nacional de Trânsito, exige avaliação oftalmológica a visão cromática de identificar as cores vermelha, amarela e verde. B.E Hagel e colaboradores, oftalmologistas da Faculdade de Medicina de Alberta, Canadá examinaram 836 pessoas, que estavam andando ou correndo nas ruas aproximadamente 63% e andando de bicicleta (33%) à noite. Os autores queriam testar se as pessoas que estavam dirigindo um automóvel teriam condições de identificá-las no escuro. As pessoas que estavam a pé somente 13% tinham roupas que tinham faixas reflexivas visíveis quando incidia a luz do farol, nos ciclistas 19% usavam roupas brilhantes, mas 25% tinham refletores na bicicleta na frente e 50% na traseira. As cores da roupa cobrindo o tórax dos pedestres e dos ciclistas usavam a cor laranja, vermelha, amarela ou branca. Os autores afirmam que esse detalhes deveriam ser regulados por lei para uma melhor ação preventiva.
Fonte: Accid Anal Prev. 2007 Mar;39(2):284-9

 

 

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