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Psicologia
Brincadeira e tratamentos de quimioterapia e odontologia
No Hospital Apoio de Brasília (HAB) 25 pacientes infantis de câncer, foram submetidos a uma simulação de procedimentos de punção venosa e aplicação de medicamentos em bonecos pode reduzir o sofrimento por longos tratamentos como o da leucemia. As brincadeiras ajudam a criança a entender melhor a doença e a lidar com as emoções. Foram feitas 50 sessões de simulações, nas quais os pacientes ? todas crianças entre três e 10 anos de idade ? faziam o papel de médico e uma boneca de borracha era o doente. O psicólogo e professor da UnB Áderson Costa Junior, verificou que as crianças ficavam mais calmas na hora de serem submetidas à situação real de punção venosa, quando se aplicam medicamentos diretamente na veia. E 18% das crianças passaram a chorar e gritar menos. Além disso, verificou-se aumento de 48% em comportamentos colaborativos, ou seja, pedidos de ajuda e falas dos meninos e meninas, o que pode ser interpretado como uma atitude positiva, pois as crianças passam a interagir com o profissional de saúde. O mesmo autor realizou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), acompanhou estudo com crianças com histórico de medo de dentista. Em 10 crianças durante seis sessões de atendimento odontológico, totalizando 60 sessões e 2,4 mil minutos de gravação. Antes de sentar na cadeira do dentista, os meninos e meninas brincavam com o cirurgião-dentista por 10 minutos com objetos lúdicos de temáticas odontológicas, tais como: dentes de brinquedo. Após esse momento, o cirurgião-dentista realizava o tratamento e utilizava estratégias psicológicas de manejo de comportamento. Os resultados mostraram uma redução na ocorrência de reações físicas intensas por parte das crianças, o que sugere menor resistência ao tratamento. E.A. Earle e colaborador, da Universidade de Sheffield, da Inglaterra estudaram o comportamento de 32 crianças, e suas mães entrevistadas logo que souberam do diagnóstico de leucemia de um e dois anos depois. As mães das crianças 0-4 o ajuste foi cada vez maior com o passar dos anos, as mães de crianças com 5-9 o ajuste das mães foi pior e as
mães de crianças de 10-14 anos foi mais desastrosos.
Fonte: Clin Child Psychol Psychiatry. 2007 Apr;12(2):281-93

 

 

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