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Psicologia
Violência contra crianças no Brasil
Dados do DATASUS para o ano de 2004, mostraram que as causas externas, representadas pelos acidentes (lesões não intencionais) e as violências (lesões intencionais), provocaram a morte de 21.192 crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos. São as principais causas de morte em
maiores de um ano no Brasil. Na faixa entre 15 e 19 anos, as mortes por causas externas chegaram a 13.691. Cerca de 55% (7,529) dessas mortes estão dentro do grupo classificado como ?agressões?. Homicídio faz parte desse grupo. Nessa mesma faixa ( 15 a 19 anos) o total de mortes, incluindo todas as causas, chegou a 19.137. Isso significa que as causas externas
contribuíram com 71,5% desse total. Um estudo de 2006 das Nações Unidas sobre o tema, sob coordenação do pesquisador da USP, Paulo Sérgio Pinheiro, mostra que (a violência ainda prevalece em todos os países do mundo e está presente em qualquer cultura, classe, nível de escolaridade, faixa de renda e origem étnica. Em várias regiões,
a violência contra crianças é um fenômeno aprovado e, freqüentemente, legal). Em pelo menos 106 países não se proíbe o uso de castigos
corporais nas escolas, 147 países não os proíbem em instituições assistenciais alternativas e somente 16 países os proibiram no lar até hoje. Em muitos países, a legislação se concentra em penalidades contra a violência sexual ou física praticada contra crianças, não levando em consideração a violência psicológica nem medidas de prevenção, recuperação e reintegração. Os esforços para atacar a questão da violência contra crianças são freqüentemente reativos e concentrados nos seus sintomas e conseqüências, e não em suas causas. As estratégias tendem a ser fragmentadas e recursos insuficientes são alocados para medidas concebidas para atacar o problema. Além disso, os compromissos internacionais de proteger crianças da violência, freqüentemente, não se traduzem em medidas concretas em nível nacional, avalia Pinheiro no estudo, o primeiro abrangente e global desenvolvido pelas Nações Unidas sobre todas as formas de violência contra crianças. Não basta condenar os praticantes da violência; é necessário mudar a mentalidade das sociedades e as condições econômicas, sociais subjacentes que a provocam. Ainda sugere que os serviços de assistência médica, educação e previdência social incluam programas de visitas domiciliares, orientações de pais e programas de geração de renda para grupos desfavorecidos. Recomenda a redução do número de menores mantidos em instituições judiciais e a reavaliação regular das detenções, bem como o combate ao trabalho infantil ilegal. K.Cavanagh e colaboradores, da Universidade de Stirling, na Escócia estudam 26 casos de crianças que fora abusadas fisicamente e que resultaram na morte da criança de menos de 4 anos de idade. Em 26 casos o pai era, iletrado e desempregados, sendo em 20 casos esse pai era
padrasto e também agredia a esposa ou companheira.
Fonte: Child Abuse Negl. 2007 Jul;31(7):731-46

 

 

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