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Psicologia
Quem tem medo de anestesia?
A anestesia é caracterizada pelo estado de insensibilidade dolorosa frente ao estímulo cirúrgico. O procedimento é transitório e reversível,
promove o relaxamento muscular, a inconsciência, a imobilidade e a ausência de dor, fatores indispensáveis para o bom andamento de qualquer
cirurgia. A duração de seu efeito depende da duração da cirurgia. A anestesia também é usada na analgesia de parto e exames que requisitam
imobilidade, como a Ressonância Magnética, principalmente em crianças, o que auxilia no resultado do procedimento. Existem diversos tipos de anestesia, cada um é indicado de acordo com a cirurgia e com o próprio paciente. Novas drogas e equipamentos modernos vêm sendo adotados constantemente. Com isso, os riscos de acidentes anestésicos ou de complicações são reduzidos consideravelmente. O médico anestesiologista é o profissional formado para prevenir, identificar e solucionar qualquer intercorrência durante e após a anestesia. Porém, mesmo com todos estes indicativos de segurança, a anestesia causa temores. Uma das grandes preocupações é o choque anafilático ou reação alérgica. Alergia à anestesia é algo muito raro, praticamente inexistente. O mais provável é que o processo alérgico durante a cirurgia, seja devido às
drogas administradas. É importante que um paciente sabidamente alérgico comunique seu médico, agende uma consulta prévia com o anestesiologista para pesquisar eventuais alergias e evitar o uso desses medicamentos. Dessa forma, os riscos são cada vez mais controlados. O Conselho Federal de Medicina recomenda consultas ambulatoriais com um anestesiologista antes da cirurgia. Durante a consulta, são avaliados o estado físico geral e também do coração, pulmão e das vias aéreas. As radiografias e os testes laboratoriais do paciente também são checados. Em geral, os anestesiologistas solicitam não ingerir alimentos sólidos pelo menos oito horas antes do procedimento, e água quatro horas antes. Após o término da cirurgia, o médico anestesiologista continua responsável pelo paciente. Deve cuidar de seu encaminhamento até a sala de recuperação,
onde aguardará até que a dor e as náuseas sejam controladas. Para receber alta, é necessário que exista o conforto térmico, temperatura agradável do corpo, a plena capacidade das funções vitais e da consciência. Os tipos de anestesia são: Geral-é utilizada na maioria das cirurgias na região do abdomem superior, tórax, cabeça e pescoço, além de intervenções neurológicas e cardíacas. É feita por meio da administração de medicamentos que deixam o paciente inconsciente e livre de dores durante a cirurgia. Pode ser aplicada por via venosa ou inalatória. Durante o procedimento, é o
anestesiologista que mantém as funções vitais do paciente, como batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial e temperatura corporal, todas devidamente monitoradas. Raquidiana- anestesia regional aplicada nas costas do paciente. Deixa os
membros inferiores e parte do abdome imóveis e anestesiados temporariamente. Peridural-realizada também pelo bloqueio da sensibilidade nos nervos
nas costas do paciente. Muito utilizada quando se deseja uma analgesia contínua (mais prolongada), como na analgesia de parto. O que diferencia
a raquidiana e a peridural é a quantidade de anestésico utilizada, o local em que a substância é administrada e o tipo de agulha utilizada. Ambas têm vantagens e desvantagens.
Fonte: J Med Assoc Thai. 2006 Sep;89 Suppl 3:S58-64

 

 

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