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Fisioterapia
Incontinência urinária
A incontinência urinária é quando o controle do ato de urinar fica prejudicado, e a pessoa perde urina sem fazer esforço de urinar. A incontinência urinária de esforço (quando a pessoa tosse, da risada, levanta um peso, movimenta-se ou faz algum exercício físico, solta a urina) é a mais comum entre as mulheres. Essa situação é causada pela fragilidade da musculatura do assoalho pélvico, das mulheres alterados pelos partos. Ela é mais rara nos homens adultos, pois nos homens incontinência urinária de esforço está mais relacionada aos procedimentos cirúrgicos que envolvem a retirada total da próstata com o comprometimento do esfíncter uretral masculino. Além da própria constituição física, o aumento do peso, do conteúdo abdominal e uterino,(devido à gravidez), são também causas da incontinência urinária, dentre as mulheres. Obesos, fumantes com tosse crônica e pessoas com problemas pulmonares obstrutivos também podem desenvolver o problema. A perda de urina pode ser diagnosticada de várias maneiras. Um dos métodos é o diário miccional, onde a paciente deve registrar, durante três dias consecutivos, como foi a perda urinária. Se a urina escapou, por exemplo, quando fez exercícios, em repouso, ou quando estava dormindo. Essas situações são diferentes para identificação e tratamento da enfermidade. Outro recurso é o exame urodinâmico, aonde se analise os estímulos nervosos que a bexiga recebe, que permite determinar a ocorrência de contrações vesicais involuntárias (sem que a bexiga esteja muito cheia, surge o desejo premente de urinar), e a perda urinária quando a paciente faz esforço. Nesse exame, a saída de urina é monitorizada por computação. A cirurgia indicada para acabar com a incontinência urinária é a de suporte sub-uretral, em que se coloca um anteparo na uretra feminina entre a vagina e a uretra, para corrigir o ângulo uretrovesical e evitar a perda de urina. O tratamento deve ser farmacológico e fisioterápico no caso da incontinência de urgência. São comprimidos diários que devem ser tomados quase que pela a vida inteira para melhora da sintomatologia e apresentam alguns efeitos colaterais, como boca seca, obstipação, rubor facial. Alguns médicos já utilizam a aplicação de botox intravesical. O objetivo é controlar e diminuir a contração da musculatura vesical, assim como evitar a perda urinária nos casos delicados e considerados mais graves. O distúrbio mais comum na infância é a enurese, que se caracteriza pelo controle inadequado da micção e perda de urina, principalmente no período noturno. Esse tipo de incontinência pode ser bem avaliado com o levantamento da história do paciente. Geralmente, o médico solicita à mãe que elabore um diário miccional da criança, onde ela deve anotar como é a perda urinária, a que horas ocorre e se existe algum episódio estressante que a provoque. Para complementar o diagnóstico, são recomendados a realização do exame de urodinâmica e exames de imagem para descartar a possibilidade desta perda ser um sinal de alguma má formação das vias urinárias. Na terceira idade, é importante avaliar os fatores. O uso de diuréticos, uma incorreta ingestão hídrica, situações de demência, problemas de locomoção, e nas mulheres a baixa taxa hormonal, podem fazer com que a incontinência urinária apareça nas pessoas mais velhas. A fralda geriátrica é o método mais usado no mundo para controle da incontinência nesta faixa etária. Além do alto custo, a fralda geriátrica apresenta alguns inconvenientes, tais como o odor e as dermatites localizadas na região perineal masculina e feminina. P.Tsakiris e colaboradores, urologistas da Universidade de Amsterdam, Holanda, analisando todos os tipos de tratamentos conservadores para a insuficiência urinária no homem verificaram que o uso de duloxetina em combinação com exercícios para a musculatura pélvica trazem resultados animadores.
Fonte: Eur Urol. 2007 Oct 1

 

 

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