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Psicologia
Depressão na terceira idade
Pessoas idosas costumam apresentar mudanças de humor em função de uma série de condições: Perda de parentes e de amigos, do cônjuge, em função de limitações sociais e/ou físicas determinadas por doenças, fator econômico-
financeiro também causam sintomas depressivos. A grande maioria se recupera em dias ou semanas, no máximo em questão de meses e isso não deve ser considerado como doença. Porém, quanto os sintomas depressivos persistem e atingem um nível que produz importante perda de qualidade de vida passa a ser uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada. O quadro clínico é muito variado, alguns perdem a vontade de continuar a viver. Pacientes depressivos costumam somatizar e se queixam de várias coisas ao mesmo tempo. Apresentam dores generalizadas, sintomas digestivos, astenia, se cansam com facilidade, as pernas ficam pesadas, têm dificuldades para conciliar o sono, referem alteração do peso e de uma série de outros sintomas. Dependendo da personalidade, tornam-se agressivos, indispostas e não admitem ficarem sozinhos. Ficam apáticos e tristes. Deixam de freqüentar reuniões sociais, abandonam seus passatempos favoritos, não se importam com seus cuidados pessoais, relutam até em banhar-se. A perda do apetite com dificuldades para dormir bem e a alteração do peso são comuns, e sugerem fortemente um quadro de depressão. Algumas doenças e certas drogas podem causar estados depressivos em idosos e devem merecer a atenção do médico e de familiares. Podem usar a bebida alcoólica como medicação ansiolítica. O risco de suicídio existe, é maior em homens que moram sozinhos. N.M.Sjösten e colaboradores, da Universidade de Turku, Finlândia, observaram durante 1 ano, 464 pessoas com mais de 65 anos de idade, contando o número de vezes que caíram nesse período. Também aplicaram um teste Geriatric Depression Scale, que mediu a presença e o grau de depressão. Compararam as pessoas que tinham ou não depressão, constataram que os homens e mais velhos de 75 anos, ou mais que tinham altos escores na escala de depressão eram os que mais levavam tombos. A pergunta que os autores deixam sem responder, se o maior número de quedas é devido a depressão ou a medicação que esses pacientes estavam tomando.
Fonte: Int J Geriatr Psychiatry. 2007 Oct 12;

 

 

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