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Psicologia
A terapia cognitivo-comportamental
A terapia cognitivo-comportamental pode ser uma grande aliada dos fumantes que desejam abandonar o vício do cigarro. Na literatura, 59% deixaram de fumar até o final da 6ª. semana de tratamento. Esses dados revelam que o atendimento psicológico aumenta as chances de
sucesso do tratamento antitabagista. Os fumantes desenvolvem uma crença disfuncional relacionada ao fumo; são pensamentos automáticos. Se eu não fumar, não consigo pensar, porém eles podem realizar qualquer atividade sem o cigarro. O tabagista fuma quando fica estressado ou ansioso porque tem a falsa impressão de que o ato de fumar vai aliviar o estresse ou a ansiedade. Ou então ele fuma em situações condicionadas, como falar ao telefone, após tomar café ou antes de
dormir. A terapia consistiu em mudar esse padrão de comportamento a partir da descoberta de alternativas para lidar com essas situações e de levar essas novas respostas para outros setores da vida. Na primeira sessão, os pacientes responderam a um questionário sobre seus hábitos de tabagismo, e por que buscaram tratamento. Na Segunda sessão, foi traçado o perfil do fumante com base nas respostas, e se havia ou não necessidade de uso de medicamento. Os participantes também receberam uma tabela de redução do número de cigarros fumados ao dia. Em todas as sessões, os pacientes levavam um material de apoio (folhetos) para casa. Nos encontros seguintes, são discutidos os progressos e as dificuldades que cada um do grupo estava enfrentando. Após a 6ª semana e até o 12° mês,
é mantido um contato telefônico periódico com os pacientes para verificar o sucesso do tratamento. É considerado um ex-fumante, o paciente deve ficar, no mínimo, um ano sem fumar, em total abstinência. Entre as situações que facilitam as recaídas, destaca-se um maior tempo como tabagista; uma menor quantidade diária de cigarros; morar com outros fumantes; os que fumavam cigarros com baixo teor de nicotina; os que nunca tentaram parar de fumar; os que apresentaram uma baixa freqüência nas sessões; aqueles que responderam no questionário que usam o cigarro como estimulante; os que fumam
quando estão felizes; os que têm uma baixa auto-estima; e os que não estão satisfeitos com a própria vida. As recaídas por estresse representaram 77% dos casos e as por
ansiedade, 19%. Observa-se que 70% dos pacientes analisados tiveram pais fumantes.
G.Addolorato e colaboradores, da Universidade Católica de Roma constaram que que o desejo de fumar e de beber álcool desempenham uma função importante na dependência ou vício de ambos. Esse mecanismo de desejo é bem complexo é
inclui mecanismos neuro-bioquímicos na sua etiologia tais como: neurotransmissores
dopamina, opíoides, glutamato e serotonina. Mas por outro lado mecanismos comportamentais e cognitivos também desempenham papel importante, que varia de paciente para paciente.
Fonte: Addict Behav. 2005 Jul;30(6):1209-24.

 

 

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