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Educação Física
Lesões de esportistas de fim-de-semana
Recentemente, um levantamento realizado na América Latina avaliaram os tipos mais
freqüentes de lesões que acometem homens e mulheres durante a prática esportiva, de
fim-de-semana. A pesquisa, envolveu 450 entrevistados, com idade acima dos 18 anos,
em nove países latino-americanos. Quando indagados sobre a freqüência com que
praticavam qualquer tipo de atividade física, 42% das pessoas responderam que somente praticavam no fim-de-semana, e a porcentagem foi ainda mais elevada entre os homens (50%). São pessoas que concentram toda a atividade física em um ou dois
dias por semana. O ideal é manter um nível moderado de atividade ao longo da semana,
pois quando uma pessoa se exige muito fisicamente, mas apenas esporadicamente, o risco
de se machucar é muito maior. A lesão no tendão de Aquiles, é mais freqüente entre os esportistas de fim-de-semana de meia-idade que não se exercitam regularmente ou não reservam tempo suficiente para alongar os músculos antes de uma atividade física. A pesquisa demonstrou que a porcentagem mais elevada de lesões foi entre os homens (54%), com idade entre 18 e 34 anos, e que as contusões mais comuns no futebol foram:
entorses, lesões na musculatura das pernas, fraturas e lesões nos joelhos e na cabeça. Já entre as mulheres, as lesões foram mais freqüentes durante a prática de vôlei (17%) ou corrida (15%). As lesões físicas conseqüentes à corrida também foram freqüentes entre os homens (10%), foram as mais mencionadas no grupo dos homens e mulheres com mais de 50 anos de idade (52%). Embora todas as pessoas entrevistadas tenham
sofrido uma lesão por esporte, 68% nunca procurou um médico para aliviar a dor. Esta
porcentagem foi elevada tanto entre homens (71%) como entre mulheres (61%). No entanto, mais da metade (57%) afirmou ter tomado algum medicamento para aliviar a dor e o inchaço causados pela lesão. A maioria dos entrevistados (93%) concordou que um medicamento para tratar a dor e o inchaço deveria agir com eficácia suficiente para evitar outras medicações ou tratamentos alternativos. Além disso, 88% consideraram que o medicamento deveria agir em 30 minutos após a ingestão, e 72% afirmaram que o medicamento selecionado deveria ser tomado
apenas uma vez ao dia e proporcionar alívio contínuo da dor durante 24 horas. G.Deley e colaboradores, da Universidade de Bourgogne, na França, compararam pessoas com mais de 70 anos que fizeram 3 horas de exercícios semanais, durante 1 ano, com aqueles que não fizeram. No grupo A, com 24 pessoas idosas de 77,2 anos +/-3,6 foram comparadas a 16 pessoas do grupo B, com idade de 76,1+/-4,8. Depois foram comparados com o teste de andar 6 minutos e o teste de 200 metros. Houve um aumento do nível de ventilação pulmonar (+11,6%, p<0,01). Maior número de idosos percorreu a distância de 6 minutos (+10%, p<0,01), e menor o tempo que percorreram os 200 m (-7,3%, p<0,001) a força muscular máxima ficou maior (+15,2% e +17,4% para os extensores do joelho p<0,05) também melhoraram. As pessoas idosas que se exercitam 3 horas por semana, como se fossem atletas de fim de semana, tem uma melhoria na sua condição física.





Fonte: Aging Clin Exp Res. 2007 Aug;19(4):310-5.

 

 

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