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Educação Física
Anticoncepcionais orais e ossos das atletas
O uso de contraceptivos orais é um tema controvertido. Sabe-se que alguns deles, em especial os de altas dosagens, estão relacionados a uma maior propensão ao desenvolvimento de tromboses venosas (entupimento de veias), assim como o câncer de mama. Em relação aos ossos a influência dos anticoncepcionais, é positiva, principalmente em atletas mulheres. Segundo alguns artigos, os anticoncepcionais orais são capazes de aumentar a massa óssea, é um fator de proteção contra a osteoporose. M.Ischander e colaboradores, da Universidade da Califórnia, em Irvine, avaliaram 150 corredoras, com idades entre 18 e 26 anos. Essas mulheres foram divididas em dois grupos: um que tomaria pílulas contraceptivas compostas por etinilestradiol e norgestrel, outro ao qual não seria administrado qualquer medicamento. Após dois anos, todas as participantes foram avaliadas novamente, através de Ressonância Magnética, Raio X e outros métodos de imagem para a investigação de fraturas ósseas, em especial às de estresse (um tipo de fratura que ocorre pelo impacto do andar e do correr). Os resultados encontrados pelos investigadores sugerem que para as competidoras,
o uso de anticoncepcional oral, parece aumentar a densidade dos ossos, o que em última análise, consiste em um fator de proteção às fraturas. Contudo, essas evidências não foram realmente conclusivas. Logicamente, como sugerem os investigadores, fatores dietéticos podem estar relacionados com a maior proteção das atletas. Entretanto este seria um fator de proteção independente ao uso do medicamento analisado. Embora os dados encontrados sejam sugestivos de um aumento da densidade óssea, mais estudos deverão ser efetuados futuramente.
Fonte: Med Sci Sports Exerc; 39 (9):1464?1473

 

 

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