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Psicologia
Cleptomania impulsos incontroláveis
A Cleptomania caracteriza-se pela recorrência de impulsos para roubar objetos, que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário. Esses impulsos são mais fortes do que a capacidade de controle da pessoa. O ladrão que visa o lucro de seu ato de roubar não pode ser confundido com o cleptomaníaco. Dinheiro, jóias e outros objetos de valor dificilmente são levados por cleptomaníacos. Acompanhando o forte impulso e a realização do roubo, vem um enorme prazer em ter furtado o objeto cobiçado. Numa ação de roubo, o ladrão não experimenta nenhum prazer. A cleptomania, é um transtorno incapacitante do controle dos impulsos, caracteriza-se pelo furto repetitivo e incontrolável de itens que são de pequena utilidade para a pessoa acometida por esse transtorno. Apesar de seu histórico
relativamente longo, a cleptomania continua sendo pouco entendida pelo público geral, pelos clínicos e pelos que dela sofrem. A cleptomania geralmente tem seu início no final da adolescência ou no início da vida adulta, e parece ser mais comum em mulheres. É freqüente estar associada com outra alteração psiquiátrica ao longo da vida como
transtornos de controle de impulsos (20-46%), de uso de substâncias ilegais (23-50%) e de transtornos do humor (45-100%). Indivíduos com cleptomania sofrem de prejuízo significativo em sua capacidade de funcionamento social e ocupacional. As pessoas viciadas em jogos, bingo ou internet são associados ao distúrbio da cleptomania, com tratamento semelhante. A cleptomania pode responder ao tratamento com terapia cognitivo-comportamental e com várias farmacoterapias (lítio, antiepilépticos e
antagonistas de opióides). J.E.Grant e colaborador, psiquiatras da Universidade de Minnesota, afirmam que a cleptomania é um transtorno incapacitante que resulta em uma vergonha intensa, bem como problemas legais, sociais, familiares e ocupacionais. Não há tratamento eficaz até o momento aceito, tentativas estão sendo feitas com terapia orientada nos EUA, terapia cognitivo comportamental e medicações, apenas com
resultados parciais, algumas pessoas melhoram outras não. Também não se tem certeza se a melhora observada foi devido à atenção dada, ou se foi pelo tratamento especificamente.
Fonte: Rev Bras Psiquiatr. 2007; Aug 6

 

 

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