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Psicologia
Doença metabólica e transtornos mentais
A associação de uma dieta excessivamente calórica e rica em lipídeos com pouca atividade física, tão comum em nossos dias, tem resultado em uma epidemia mundial de obesidade e de doenças ligadas ao metabolismo da glicose. Entre as doenças ligadas ao metabolismo da glicose, destaca-se a síndrome metabólica (SM), um transtorno complexo formado por um conjunto de
fatores de risco cardiovascular usualmente relacionado à deposição central de gordura e à resistência à insulina. Seus principais componentes são: a obesidade central, as alterações da glicose originando a diabetes, a elevação da pressão arterial e a dislipidemia- alterações do colesterol. A Organização Mundial da Saúde (OMS), considera
a resistência insulínica como fator indispensável a seu diagnóstico. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) propôs nova definição, na qual a presença de gordura visceral torna-se o principal fator diagnóstico. A (SM) é um transtorno de alta prevalência na população em geral. Nos Estados Unidos, a prevalência ajustada para a idade na população adulta é de 23,7%. Não há estudos de prevalência representativos da população brasileira. A associação entre transtornos psiquiátricos e distúrbios metabólicos é aventada de longa data. Revisão de prontuários de pacientes com diagnóstico de esquizofrenia ou transtorno afetivo bipolar (TAB), admitidos em hospital psiquiátrico nos anos de 1940 a 1950, constatou taxas elevadas de diabetes, hipertensão e excesso de peso. Os indivíduos com transtornos mentais, constituem um grupo de mortalidade elevada. A taxa de mortalidade padronizada de indivíduos com esquizofrenia é de 1,5 a 4 vezes aquela da população em geral, e óbitos por causas naturais respondem por quase dois terços desse excesso, com elevação significativa dos indicadores de mortalidade relacionados ao Doença Mental e às doenças cerebrovasculares. Pacientes com transtornos do humor, por sua vez, apresentam taxa de mortalidade padronizada 50% maior que a da população em geral, e causas naturais respondem por 45% desse excesso. A depressão confere um risco relativo de 1,5 a 2,5 vezes, para morbidade e mortalidade por causas cardíacas. Por fim, muitos psicofármacos apresentam efeitos colaterais importantes relacionados à (SM), como ganho de peso, alterações no metabolismo da
glicose e dislipidemias. Paulo José Ribeiro Teixeira e colaborador, psiquiatras do Hospital Servidores do Estado de Minas Gerais, constataram que a
prevalência de (SM) seja maior na população
psiquiátrica, quando comparada à prevalência
na população geral.
Fonte: Rev. Psiquiatr. Clín.34 (1) Ago, 2007

 

 

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