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Psicologia
Stent farmacológico aprovado
Quando uma artéria fica obstruída pode causar uma perda de circulação num órgão interno. Se isso ocorre no coração causa um enfarto, se ocorre no cérebro um AVC - acidente vascular isquêmico, e se ocorre na perna uma angeite obstrutiva. Existe
uma técnica cirúrgica chamada de evascularização. Retira-se uma veia e se recanaliza a artéria obstruída. Há 6 anos surgiu a idéia do stent que é uma espécie de mola que dilata a artéria, que ficou obstruída. Os stents antigos desobstruíam as artérias porém em pouco tempo tornavam a obstruir a artéria. Há 3 a 4 anos foi introduzido no tratamento um stend que contém medicamentos
de longa duração, para ajudar a não dar reestenose. Os stents são minúsculas redes em forma de tubo que se expandem para abrir
artérias previamente obstruídas, em procedimento de angioplastia (dilatação da artéria, introduzidas pela artéria na virilha ou no braço). O propósito dos stents farmacológicos é reduzir os índices de restenose (re-obstrução da artéria com stent), em
relação aos stent de metal não-revestidos. Agora o comitê consultivo do FDA (Food and Drug Administration) recomendou unanimemente a aprovação condicional do stent farmacológico,
como forma de tratamento para a doença arterial coronariana. Foi feito um estudo com pelo menos 5000 pacientes por ao menos cinco anos, tendo como desfecho primário a trombose tardia por
stent e o óbito e o infarto do miocárdio como determinantes do desfecho secundário. Entre os destaques dos estudos clínicos do stent farmacológico estão os seguintes resultados: Aos nove meses, esse stent reduziu a incidência de restenose nos pacientes em mais de 60% em relação ao stent de metal não-revestido. A redução da incidência de restenose é sustentada ao longo do tempo. O Stent apresentou um índice de 92,8% de não-necessidade de uma revascularização da lesão-alvo aos três anos, o que significa que menos de 8,0% dos pacientes tiveram que retornar para repetir o procedimento, três anos após terem o stent implantado. Os pacientes com o stent apresentaram baixos índices de morte cardíaca, infarto do miocárdio (IM) e trombose intra-stent,
durante acompanhamento prolongado de três anos. Em 99,0% dos pacientes clínicos desse stent sobreviveram sem morte cardíaca além dos três anos seguintes ao implante; 97,3% dos pacientes
clínicos do stend não haviam sofrido um ataque cardíaco aos três anos. Não há evidência de aumento do risco de trombose intra-stent no primeiro. Ano O stent farmacológico é composto
por uma liga de cobalto e construído sobre a mesma plataforma do popular stent de metal não-revestido. Além do fármaco citostático zotarolimus, o novo stent também é revestido com a tecnologia fosforilcolina, um polímero elaborado para simular
a superfície externa do eritrócito (a célula vermelha do sangue) e imitar a estrutura da membrana celular natural. A combinação destes componentes é feita de forma a contribuir para uma resposta de cura ideal em torno do stent. M.I.Worthley e colaboradores, cardiologistas americanos alertam que pacientes que são portadores de espondilite anquilosante que é um reumatismo na coluna vertebral podem apresentar também uma inflamação nas artérias e veias que se chama arterite. Os autores alertam para a possibilidade de surgirem aneurismas nas artérias cardíacas desses pacientes e recomendam
que não sejam empregados os stents farmacológicos nesses casos.




Fonte: Int J Cardiol. 2006 Jan 26;106(3):422-3.

 

 

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