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Fisioterapia
Túnel do carpo, tipo de cirurgia
Os dados estatísticos demonstram que a descompressão do túnel do carpo é a operação mais realizada pelos especialistas em Cirurgia da Mão nos EUA, e esta afecção acomete cerca de 1% da população americana. O tratamento cirúrgico está, geralmente, indicado para os pacientes com
comprometimento classificado como moderado ou grave, consiste da secção do ligamento transverso do carpo (LTC), podendo ser realizada pelo método endoscópico ou aberto, promovendo aumento do volume do canal carpiano no punho e reduzindo a pressão sobre o nervo mediano. Várias técnicas cirúrgicas têm sido descritas determinando uma série de discussões sobre qual método é o mais efetivo. Como não existe ainda consenso com relação ao melhor método de descompressão cirúrgica refutada por uma escassa quantidade de pesquisas baseadas nos resultados de ensaios clínicos feitos com escolha ao acaso de pacientes, a melhor opção terapêutica ainda permanece obscura. Em decorrência da observação de opiniões diferentes e contraditórias sobre a abordagem terapêutica na Síndrome do Túnel do Carpo. Thiago Francisco do Nascimento e colaboradores, ortopedistas do Hospital das Clínicas de São Paulo, decidiram estudar e comparar os resultados operatórios de duas técnicas distintas de forma evolutiva com o objetivo
de elucidar, por meio da análise estatística de variáveis clínicas pré e pós-operatórias (trofismo da musculatura tenar, dor, sensibilidade tátil, força de preensão e força de pinça) qual técnica de tratamento cirúrgico apresenta melhores resultados. Foram avaliados 55 pacientes (57 punhos), sendo 32(56,0%) do sexo feminino e 25 (44,0%) do masculino. A amostra foi composta por 36 (65,5%) pacientes brancos, 17 (30,90%) negros e 2 (3,63%) orientais. A média das idades foi de 34,75 anos (mínimo de 24 e máximo de 76 anos).
A diferenciação em grupos foi determinada pela metodologia cirúrgica utilizada, sendo que o primeiro grupo era composto por 30 (52,63%)
punhos, cujos pacientes apresentaram a idade de 35,6 anos em média (mínimo de 24 e máximo de 76 anos) e estes foram submetidos ao tratamento cirúrgico pela via endoscópica. O grupo B foi composto por 27 (47,36%) punhos, cuja média das idades foi de 33,9 anos (mínimo de 26 e máximo de 59 anos) e o tratamento executado foi a cirurgia por via aberta. Todos os pacientes foram avaliados no período pré-operatório e após 1, 2, 4, 6 e 12 semanas após a cirurgia e os seguintes parâmetros
foram considerados: trofismo da musculatura tenar, dor (escala analógica), sensibilidade, força de preensão e força de pinça. Não houve diferença
estatística significante quando ao lado, a dominância, a hipotrofia, a dor e o grau de força. O teste não-paramétrico (p = 0,0178) evidenciou
que o grupo de pacientes operados pela via endoscópica retornou ao trabalho mais precocemente. Nossa pesquisa, não evidenciou ao final da análise das demais variáveis analisadas diferença estatisticamente significante quando comparamos as duas metodologias de tratamento
cirúrgico.


Fonte: Acta ortop. bras.15 (.4 )out-dez 2007

 

 

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