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Psicologia
Câncer de fígado e rim
O câncer de fígado (carcinoma hepatocelular), doença que registra mundialmente 1,5 milhão de novos casos por ano, e que contava com poucas e ineficazes opções de tratamento. De acordo com um estudo clínico mundial com 602 pacientes, com
câncer de fígado em estágio avançado, foram tratados com o sorafenibe tiveram um aumento da sobrevida global de 44%, em comparação com aqueles que receberam placebo. Isso significa quase três meses a mais do que aqueles que
não receberam a substância (média de 10,7 meses versus 7,9 meses do grupo placebo). Outro dado importante foi que a doença evoluiu mais lentamente nos pacientes tratados com a terapia-alvo. Enquanto o tempo de progressão da doença
nos pacientes que receberam placebo foi de 2,8 meses, com o sorafenibe, a média foi de 5,5 meses, o que representa um aumento de 73% do tempo livre de progressão da doença. Isso significa que a progressão da doença nos pacientes tratados com a terapia-alvo demorou praticamente o dobro de tempo para acontecer. Devido à baixa tolerabilidade aos medicamentos convencionais, e ao fato de que na maioria das vezes a cirurgia não é possível, os pacientes no estado avançado do câncer de fígado (70% dos casos) precisavam recorrer a tratamentos poucos eficazes. Por isso,
a eficácia e a segurança do sorafenibe demonstradas neste estudo trazem uma nova perspectiva aos pacientes com câncer hepático, pois ainda não havia um tratamento efetivo para o estágio avançado da doença. Os efeitos colaterais são poucos e bem toleráveis, além de ser administrado por comprimido oral, duas vezes ao dia, o que melhora a adesão dos pacientes ao tratamento. O Sorafenibe também foi aprovado em mais de 60 países para o tratamento de pacientes com câncer renal em estágio avançado. Segundo a Sociedade Americana de Câncer, cerca de 30 mil novos casos de câncer renal são diagnosticados por ano nos Estados Unidos. No Brasil não existem dados oficiais, mas especialistas estimam que pelo menos três mil pacientes recebam o diagnóstico da doença em estado avançado todos os anos. O medicamento é classificado como terapia-alvo, pois age em múltiplos-alvos, ou seja, combate a angiogênese (crescimento de novos vasos sangüíneos que alimentam o tumor) e ataca
diretamente as células tumorais, fazendo com que elas morram, literalmente, ?de fome?. J.Bellmunt e colaboradores, cancerologistas do Hospital General
Universitário de Barcelona, realizaram o estudo Target (Treatment Approaches in Renal Cancer Global Evaluation Trial) comprovaram mais uma vez a eficácia e segurança do tratamento. O estudo envolveu mais de 900 pacientes com câncer renal em estágio avançado, e que apresentavam a progressão da doença, mesmo com as terapias convencionais. Em termos relativos, a sobrevida mediana dos pacientes tratados com a terapia-alvo praticamente dobrou (5,5 meses versus 2,8 meses); e o estudo demonstrou que a terapia-alvo reduziu em 56% os riscos de progressão da doença.
Fonte: Clin Transl Oncol. 2007 Oct;9(10):671-673

 

 

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