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Psicologia
Suicídios problema crescente
Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, concluído em agosto de 2007, no Brasil, entre 1994 e 2004, as mortes por suicídio cresceram 15,3%. A média nacional de suicídios passou de 3,9 por 100 mil habitantes em 1994, para 4,5 por 100 mil em 2004. Pesquisas realizadas no mundo inteiro na área de psiquiatria revelam que cerca de 40% dos suicidas procuram os serviços de saúde dias ou
semanas antes de tirar a própria vida. Segundo os estudos, eles chegam a estes locais sem especificar de que doenças estão sofrendo. Esse pode ser um último pedido de socorro. Um profissional de saúde preparado para enfrentar a situação tem condições de identificar o problema, ouvir a pessoa, encaminhá-la para uma terapia adequada e tentar evitar que a pessoa tire a própria vida. Em termos globais, a mortalidade por suicídio aumentou 60% nos últimos 45 anos. Em 10 de setembro, por ocasião do Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio, a Organização Mundial
de Saúde (OMS) divulgou estudo que mostra que cerca de 3 mil pessoas cometem suicídio diariamente no mundo. Os dados dão conta que a cada três segundos uma pessoa se mata. As estimativas revelam, segundo a OMS, que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam sem sucesso. Por isso, avalia que a
maioria dos mais de 1,1 milhão de suicídios a cada ano poderia ser prevista e evitada. Para isso, é necessário que o Estado adote medidas adequadas e garanta tratamento adequado às pessoas que sofrem de distúrbios mentais. A organização
lembra que cada suicídio ou tentativa provoca uma devastação emocional entre parentes e amigos, causando um impacto que pode perdurar por muitos anos. Calcula-se que um suicídio afetem de seis a dez pessoas próximas à vítima, entre
parentes e amigos. A preocupação atinge também as autoridades brasileiras. No ano passado, o Ministério da Saúde, em conjunto com outros órgãos, lançou o livro Prevenção ao Suicídio: Manual Dirigido a Profissionais das Equipes de Saúde Mental. A publicação faz parte da estratégia para reduzir as taxas de suicídio, tentativas e os danos associados aos comportamentos suicidas.
C.M. Herba e colaboradores, da Faculdade de Medicina Erasmus na Holanda, acompanharam 1.022 crianças que tinham em 1983, 11 anos durante pelo menos 12 anos, no fim da adolescência. Pelo menos 20 desses jovens tentaram o suicídio. Os autores compararam inúmeros testes entre esses 20, que tentaram o
suicídio, e 40 com a mesma idade e sexo que não tentaram, constataram que eram crianças que já tinham tristeza, desordensa emocionais e principalmente idealizavam tentativas de suicídio. Os autores afirmam que a ideação de suicídio pelas crianças é altamente preditivo de que tentarão o suicídio quando adultos.
Fonte: J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2007 Nov;46(11):1473-81.

 

 

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