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Psicologia
Riscos cardíacos nos brasileiros
A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que até o ano de 2020, os problemas do coração vão representar cerca de 30% de todas as mortes do mundo. Isso se dá em razão do aumento da incidência dos fatores de risco e falta de tratamento adequado para a maior parte da população, situação comum nos países em desenvolvimento. Para reverter esse quadro, deve-se combater aos fatores de risco, como o tratamento da hipertensão, realização de
campanhas contra o fumo e de incentivo da prática de atividades físicas, controle do diabetes, entre outras. Cerca de 83,5% das pessoas não fazem qualquer tipo de exercício físico, circunstância que deve ser alterada sem custos. Os fatores psicossociais são um importante fator de risco, conforme indica o estudo "Interheart" (pesquisa internacional delineada para avaliar de forma sistematizada a importância de fatores de risco para doença arterial coronariana ao redor do mundo). Esse estudo confirmou o estresse psico-emocional como um importante fator de risco para o infarto agudo do miocárdio. Índices de brasileiros que estão dentro dos fatores de risco, segundo a pesquisa da Sociedade Brasileira de
Cardiologia: 1) 28,5% dos brasileiros são hipertensos; 2) 34,5% têm sobrepeso e 22,5% são obesos; 3) 24,2% dos brasileiros fumam regularmente. Um dos novos sinais que indicam o perigo para as doenças cardiovasculares é a gordura abdominal. A medida normal para a circunferência da cintura é de até 94 centímetros em homens e 80 centímetros em mulheres. Um aumento de dez centímetros na circunferência da cintura equivale a um risco 30% maior de doenças do coração. A obesidade é outro fator de risco. Porém, há diferentes graus, conforme o Índice de Massa Corporal (IMC), obtido pela divisão do peso pela altura elevada ao quadrado. Quanto maior o IMC, maior o risco. Confira: 1)IMC menor que 25: normal; 2)IMC de 25 a 29,9: sobrepeso; 3)IMC de 30 a 39,9: obesidade; 4)IMC de 40 ou mais: obesidade mórbida. T.Ikeda e colaboradores, cardiologistas da Universidade de Kyorin, Japão acrescentam mais um fator de risco, para mortes súbitas. São as pessoas que tem arritmias, taquicardias de origem ventricular e fibrilação ventricular. Esses autores entretanto alertam que essas arritmias(batimentos cardíacos anômalos) geralmente são causados por uma doença cardíaca anterior, ou uma cardiomiopatia já existente. Esses pacientes com essas alterações devem ser identificados, pois tem risco de morte súbita. A principal medida a ser identificada é a fração de ejeção do ventrículo esquerdo medido pelo ecocardiograma, técnicas de imagem e medidas de electrofisiologia.
Fonte: Circ J. 2007;71 Suppl A:A106-14

 

 

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