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Psicologia
Orientações em doenças crônicas
As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte, em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estudos anteriores demonstraram que o emprego de uma abordagem conjunta composta por tratamento clínico aliado a um programa de intervenção para controle de diversos fatores de risco, por meio de orientação educativa ou intervenção comportamento, é mais eficaz na redução da taxa de morbidade e mortalidade cardiovascular do que um tratamento exclusivamente farmacológico. Rita Pugliese e colaboradores, nefrologistas do Hospital do Rim e Hipertensão da UNIFESP- São Paulo fazem um estudo que avalia o efeito de um programa de intervenção psicológica para redução do nível de estresse e mudança do comportamento alimentar associado à terapia farmacológica, comparado com tratamento exclusivamente farmacológico e com tratamento farmacológico aliado a um programa de orientação para redução de risco coronariano em pacientes hipertensos com sobrepeso e
dislipidêmicos, sem controle pressórico adequado, tratados durante 11 meses. Esse estudo controlado e aleatório foi realizado com 74 pacientes, distribuídos para três programas de tratamento distintos. Um grupo (TC) receberam exclusivamente tratamento farmacológico convencional. O grupo de orientação (GO) receberam tratamento farmacológico e participaram de um programa de orientação para controle dos fatores de risco cardiovascular. O terceiro grupo (IPEV) receberam tratamento farmacológico e participaram de um programa de intervenção psicológica breve, destinado a reduzir o nível de estresse e mudar o comportamento alimentar. A principal medida de avaliação foi o índice de risco de Framingham. Os pacientes do grupo TC obtiveram uma redução média de 18% (p = 0,001) no risco coronariano; os pacientes do grupo GO apresentaram um aumento de risco de 0,8% (NS); e os pacientes do grupo IPEV obtiveram uma redução média de 27% no índice de risco de Framingham (p = 0,001). O tratamento farmacológico aliado a um programa de intervenção psicológica destinado a reduzir o nível de estresse, e mudar o comportamento alimentar resultaram em benefícios adicionais na redução de risco coronariano.
Fonte: Arq. Bras. Cardiol. 89(4) out. 2007;

 

 

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