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Psicologia
Hábito de fumar entre as grávidas
Todas grávidas ouvem de seus médicos que deveriam parar de fumar durante o período de gestação, para proteger o seu bebê. Quantas mulheres aceitam esse conselho? Como medir essa mudança de hábito? L.G.Kvalvik e em colaboração, com médicos epidemiologistas noruegueses tem tudo isso arquivado, e mostraram num artigo científico publicado
agora no número de Março de 2008 da Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica. Os pesquisadores compararam os hábitos de todas, TODAS as mulheres grávidas da Noruega em 1999. Isso só é possível fazer nos países Escandinavos que tem uma medicina socializada, centralizada no governo, sem convênios e informatizada desde 1980. O Medical Birth Registry of Norway (MBR) registram como gravidez a Comunicação, para esse prontuário de gravidezes a partir de 16 semanas. Esse registro também permite separar as grávidas nascidas na Noruega, e as nascidas em outros países. O registro também permite saber quais grávidas fumavam no início da gravidez, e quais continuaram a fumar no final da gravidez
Fazendo um resumo no total de 304.905 foram pesquisadas, sendo que a maioria 259.573 tinham nascido na Noruega. Apesar do rigor do registro
dos dados só foi possível obter informações de 86% das grávidas em relação ao fumo no final da gravidez Os pesquisadores constataram que 17,3% das grávidas fumavam diariamente entre os anos 1999-2001, e/ou não aceitaram o Conselho Médico para pararem de fumar no período da gestação, mas no período de 2002-2004 somente 13,2% foram as grávidas que fumaram o tempo todo da gestação. Os autores conseguiram localizar quais as grávidas rebeldes a essa recomendação de parar de fumar: as mulheres que já fumam muito tempo e já tiveram outras gravidezes, principalmente depois da terceira gravidez, as grávidas adolescentes, as mães solteiras, mulheres de baixo nível educacional. Constata-se por esses dados que as mães tensas, como as adolescentes e as solteiras tem dificuldade de aceitarem esse
conselho. As mulheres já multiparas que fumam muito, tem dificuldade de parar, pois largar o hábito é difícil, além de que depois da terceira gestação nos países escandinavos deve também ser uma gravidez tensa, segundo casamento, mais idade etc. As conclusões dos pesquisadores que essa queda de 4% nos últimos anos deve-se ao aumento dessas campanhas entre os públicos de baixo nível educacional. Esse é a principal dificuldade na sociedade brasileira.


Fonte: Acta Obstet Gynecol Scand. 2008;87(3):280-5.

 

 

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