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Ortopedia
Discrepâncias no tratamento anti-coagulante
A prestigiosa revista médico - cientifica inglesa Lancet, dessa semana, datada de 9/5, critica os protocolos no tratamento anti-coagulante lançado pelas sociedades cientificas dos Estados Unidos e da Europa sobre a síndrome aguda coronariana-infarto do miocárdio, confundindo os clínicos e os cardiologistas.
Há discrepâncias no tratamento anti-coagulante na recomendação da enoxaparina e fondaparinux (esses medicamentos já existem no Brasil).
O American College of Cardiology (ACC) e American Heart Association (AHA) assinalam que ambos anti-coagulantes como classe 1( muito bom) para o tratamento conservador e no auxilio dos pacientes enfartados que tiveram procedimentos
cirúrgicos. Em contraste, a European Society of Cardiology recomenda fondaparinux como classe 1 para o tratamento conservador e não recomenda no auxilio dos pacientes cirúrgicos. A enoxaparina está na classe 2a (não tão boa) tanto para o tratamento conservador e no auxilio dos pacientes cirúrgicos. Isso ocorreu porque as sociedades usaram meta analises diferentes para comparar
as medicações e seus efeitos.
Assim como os médicos pedem que seus pacientes hipertensos controlem periodicamente a sua pressão arterial em casa, existem casos em que os pacientes são solicitados a fazerem um auto-controle do estado da coagulação sangüínea.
Esses controles são mais complexos e os pacientes tem medo de realizá-los e servem para controlar as possíveis ocorrências de derrames e infartos.
C.Heneghan e colaboradores, do Centre de Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford, Inglaterra realizaram buscas em múltiplas bases de dados à procura de ensaios randomizados controlados que comparassem o
auto-monitoramento da anti-coagulação oral com o monitoramento-padrão. Além disso, eles procuraram estudos em andamento e dados dos fabricantes de monitores em uma tentativa de encontrar estudos ainda não publicados. Três revisores avaliaram cada estudo de maneira independente para a sua inclusão, sendo as
discrepâncias resolvidas por consenso. Avaliaram a qualidade metodológica de cada estudo. Ao final os autores, identificaram 14 estudos que incluíram 1309 pacientes. Eles foram em geral, pequenos estudos e com uma média de 94 pacientes. Em todos os estudos, os pacientes auto monitorados mantiveram seus índices dentro do alvo previsto pelo menos tão bem quanto os monitorados da
maneira padrão. O que é mais importante, apenas 2,2% dos pacientes auto monitorados tiveram acidentes trombo-embólicos em comparação com 4,6% daqueles que receberam os cuidados usuais. Nos estudos que os mediram diretamente, os resultados de hemorragia e mortalidade em geral foram significativamente melhores nos grupos auto monitorados. Ressalva: uma alta proporção de pacientes ( que variou de 31% - 88%); não aceitou ou abandonou oauto monitoramento devido à complexidade desse procedimento.

Fonte: Lancet 2008; 371: 1559-1561

 

 

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